Os nómadas digitais são uma comunidade de indivíduos que conseguem desenvolver a sua actividade profissional em qualquer parte do Mundo, que habitualmente utilizam o seu computador como principal ferramenta de trabalho e que aproveitam esse facto para migrarem para diferentes países com alguma regularidade.

Os nómadas digitais adoptam normalmente um estilo de vida itinerante, passam temporadas numa cidade, e facilmente mudam para outra, ou até mesmo para outro país. Este modo de vida permite um equilíbrio entre as viagens e o trabalho. Não sendo necessariamente turistas, os nómadas digitais são importantes para dinamização da economia, da cultura e para a globalização dos sítios por onde passam.

Também os nómadas digitais veem diversas vantagens em Portugal quando chega o momento de escolher um destino. Para além de estar altamente preparado para receber estas comunidades, Portugal é altamente procurado pelo seu clima, pela longa faixa costeira, pela segurança (sendo um dos países mais seguros do mundo, inspira confiança a que para cá queira vir viver, sozinho ou acompanhado), pela cultura e pela gastronomia.

Por criarem raízes nos países por onde passam, há factores que influenciam, em muito, as decisões dos nómadas digitais: como, por exemplo, a gastronomia, a cultura amigável e tolerante e o modo de vida descontraído. Também por esta razão, Portugal ganha uma séria vantagem.

Ao vir trabalhar para Portugal por um período superior a um ano, os nómadas digitais necessitam de adquirir um visto de residência.

Para poder entrar e permanecer em Portugal, os chamados Nómadas Digitais recorrem, normalmente, a um de dois tipos de Visto: o Visto D2 (empreendedores, freelancers, trabalhadores independentes) e o Visto D7 (titulares de rendimentos).

Ambos os vistos de residência darão a possibilidade aos Requerentes de viajarem para Portugal, aqui solicitarem (num prazo de 4 meses) uma autorização de residência e receberem o consequente cartão de residência. Este último dará a possibilidade aos Requerentes de:

  • Circularem livremente como turistas em todo Espaço Schengen Ao reagrupamento familiar;
  • Ao acesso à educação, ensino e formação profissional de qualidade;
  • Ao exercício de uma actividade profissional subordinada ou independente;
  • A usufruir de um sistema de saúde qualificado e acessível;
  • Ao acesso ao direito e aos tribunais; e
  • À nacionalidade portuguesa no final dos cinco anos.

Para os nómadas digitais provenientes de países da União Europeia/ Espaço Económico Europeu/ Andorra / Suíça, deverão, ao invés, solicitar o certificado de residência para aqui poderem viver legalmente.